A neurociência para aprimorar suas conversas

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Então é isso, sua apresentação está prontinha. Você escolheu um assunto legal, aparência fantástica, alguns pontos de foco com frases engraçadinhas e alguns números para sustentar o que você vai dizer. Só que, infelizmente, tudo isso não garante que seu público vá se lembrar de sua mensagem. Num mundo cheio de distrações, muito conteúdo e competição, permanecer na cabeça das pessoas é uma tarefa quase impossível.

No webinar desta semana, a cientista cognitiva Dr. Carmen Simon, apresenta insights importantes para fazer conversas inesquecíveis. Com a ajuda da frase de David Thoreau “…tinha três cadeiras em casa: uma para a solidão, uma para a amizade, uma para o convívio social”, ela explica a ciência por trás da arte de fazer conversas memoráveis.

Neste artigo, vamos analisar essas “três cadeiras” e como elas podem ajudá-lo a manter sua mensagem na cabeça do público.

Cadeira 1: Solidão

Como Carmen menciona, depois de dois dias, o cérebro se esquece de 90% daquilo que é dito em uma conversa. Para piorar, os 10% restantes variam de pessoa para pessoa.

Para controlar essa situação, ela sugere tirar um tempo “solitário” para pensar naquilo que você deseja que o público se lembre. Solidão e reflexão permitem a você se familiarizar consigo mesmo e com as mensagens, e é algo importante tanto para introvertidos quanto extrovertidos.

Quando definir qual é essa parte principal de sua mensagem, repita sempre que possível na apresentação.

Cadeira 2: Amizade 

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As conversas não servem apenas para apresentar informação, mas também para estabelecer e sustentar um relacionamento. Em sua próxima apresentação, use essa lógica para desenvolver uma amizade com o público. Você vai ver como será mais fácil lidar com os desafios de comunicação atuais.

Por exemplo, o termo “phubbing” significa manter contato com os olhos ao mesmo tempo em que se escreve uma mensagem. Hoje em dia, as pessoas participam de conversas, mas sempre com o telefone à mão.

A cientista recomenda que, para manter a atenção das pessoas, é preciso mudar o estímulo frequentemente: passar de uma declaração a uma pergunta; do simples ato de falar para a interação com o público (o que chamamos de apresentação conversacional). Quanto mais se altera, mais difícil é para o cérebro se distrair e procurar outro estímulo (e quanto mais vai-e-vem, mais real é a conexão).

Cadeira 3: Convívio Social

A razão pela qual ainda é tentador fazer apresentações tradicionais é que criar algo formal implica poder editar e fazer retoques. Apresentamos versões claras e quase perfeitas de nós mesmos, o que parece menos arriscado do que uma conversa, cuja natureza é confusa e complexa.

Porém, vivemos em uma época em que as pessoas cometem erros que não podem nunca ser apagados. É virtualmente impossível apagar alguma coisa da internet (veja os erros dos políticos, por exemplo). O interessante, de acordo com Carmen, é aceitar a realidade. Ela explica que “os melhores momentos de uma conversa acontecem quando se cometem erros em conjunto”.

Dê espaço para seu público incluir a voz dele – para ser vulnerável e honesto. Quando mais forte for a emoção associada à apresentação, mais forte a lembrança.

Se ser um melhor apresentador é algo em que você está interessado, preencha o formulário abaixo para assistir o webinar da Carmen e ver, em primeira mão, como ela envolve o seu próprio público.

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